Bem, a Bienal terminou. Temos agora algum trabalho de pós-produção. Por isso, um último pedido, para que possamos enviar para todos os últimos relatórios sobre o evento. Caso ainda não o tenha feito, digite seu email abaixo para assinar o blog. Você receberá um email, em inglês, pedindo para você clicar sobre o link de confirmação.
O portal da União Nacional dos Estudantes (UNE) publicou artigo do editor deste blog, Miguel do Rosário, sobre a Bienal de Arte, Ciência e Cultura do Rio de Janeiro. Confiram neste link: http://www.une.org.br/home3/opiniao/artigos/m_13577.html
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Dica: Entre no blog do Cuca e ouça a Rádio Cuca, na coluna da direita. Lá também estão vídeos de outras bienais da UNE.
Os ônibus dos outros municípios iam chegando, 40, 50, 20, 100 estudantes. Os primeiros a chegarem foram os estudantes de Campos, depois os de Volta Redonda. Enquanto isso, a produção ainda trabalhava para que tudo ocorresse bem no show de abertura. No Circo Voador os artistas passavam o som, os poetas do coletivo Filé de Peixe, vídeo e poesia, testavam os seus vídeos. Conversei com alguns estudantes que chegavam dos ônibus, eram muitos e de vários tipos. De Campos encontrei um grupinho muito jovem, eles tinham 16 anos e estudavam na Escola Técnica de Agropecuária de lá. Perguntei à eles sobre suas expectativas na Bienal, era a primeira vez que participariam de um evento parecido e vieram preparados para comer literalmente a programação frenética proposta. E foi verdade, esses jovens estavam em todas, oficinas, no debate central. Outro estudante que também se destacou tipo “Onde está Wally” foi o Vitor de Volta Redonda, estudante de História. A primeira vez que o vi foi no debate “Real e Virtual”. Dali em diante, era figurinha fácil e personagem principal da minha câmera. - Acompanhei toda a Bienal através de uma sony portátil. Encontrei com Vitor nos outros debates, na oficina de zine no Espaço Literário, nas festas. Vitor me fez pensar, um evento do tamanho da Bienal da UEE que exigiu a mobilização de muitos jovens que voluntáriamente trabalharam semanas para que tudo acontecesse, todo esse trabalho se justifica e se gratifica com participantes como Vitor, que venceu a própria lei física “ de que um corpo não pode estar em dois espaços diferentes ao mesmo tempo” e participou de quase todas as atividades. Valeu. Rebobinando. Passagem de som, circo voador, noite. Tímidamente jovens chegavam no circo. Essa seria uma noite diferente na casa de show, foi uma noite em que o Circo depois de muito tempo cobrava uma entrada mais acessível, apenas R$ 16 reais. Normalmente um show lá custa R$ 30 ou R$ 40 reais. A entrada a R$ 16,00 me fez voltar num túnel do tempo, na década de oitenta quando o circo foi criado e a proposta eram shows com entradas mais baratas. Enquanto alguns chegavam do lado de fora do circo duas Orquestras tocavam. Eram muitos e muitos instrumentos de sopro com alguns de percussão. Eles não estavam ali por causa da Bienal. Tavam fazendo um som em homenagem a Zumbi e assim por acaso a noite de abertura da Bienal começou com essas duas orquestras de improviso. A Orquestra Voadora, carioca e a Gote Notte, francesa, entraram tocando pela porta da frente do circo e com ela a galera que dançava ao seu som. Esse foi um dos momentos mais lindos da noite de abertura. Isso é a Bienal, um plural de coisas acontecendo e a diversidade cultural livre, free para todos. Dali em diante foi só alegria, Renegado, Bnegão e Marcelinho da Lua, os artistas convidados, fizeram shows de chorar. A produção lavou a alma e apesar de cansada, com certeza começaria melhor o segundo dia. E os participantes que chegaram dos ônibus, agora mais de 300, dançaram até o fim e não podiam nem acreditar que tudo aquilo ali era para eles.
Prezados, fizemos duas galerias virtuais com fotos da Bienal. Se você participou, entre lá para ver. Pedimos ainda que deixe, no espaço de comentário das fotos, alguma informação para contextualizá-las. Se você for o autor da foto, escreva Autor: Fulano. Se você souber os nomes e cargos & funções das pessoas nas fotos, favor identificá-los.
Os sonhos, de que são feitos? Idéias, desejos, medos? Talvez de um elemento distinto, um tipo de molécula completamente diversa? Ninguém sabe ao certo, por enquanto. Desconfio, todavia, que os sonhos sejam feitos da mesma matéria mental que produz arte, revoluções, amor. Nesta Bienal de Arte, Ciência e Cultura, realizada na Lapa, entre os dias 20 e 23 de novembro, tentou-se, mais uma vez, encontrar a origem dos sonhos. Em vão, naturalmente. Na falta dessa resposta, outros assuntos foram discutidos: financiamento para pesquisa, arte em novas tecnologias, literatura, artes plásticas. Houve batalha de mcs, bandas de música, Djs, VJs, festas, apresentação de grupos populares, teatro, oficinas de arte, enfim, toda a sequência costumeira de atividades que os homens se engajam para não pensar nas questões primordiais da existência. A frustração, no entanto, é minorada pela constatação de que, se esta primeira Bienal de Arte do Rio, organizada pela União Estadual dos Estudantes, não contribuiu para a filosofia universal, ela trouxe estudantes de várias partes do Estado, alojou-os em bons hotéis (não em alojamentos coletivos, como se costuma fazer com estudantes), alimentou-os adequadamente, proporcionou-lhes eventos de qualidade, durante o dia, e inesqueciveis momentos de confraternização à noite. Tudo isso na antológica Lapa. Esperamos que todos tenham gostado.
Cordialmente, Miguel do Rosário, editor do blog da Bienal. bienalueerj.blogspot.com
Neste sábado chuvoso, 22 de novembro, o espaço principal de debates da Bienal reuniu representantes da cultura para discutir a influência das novas tecnologias na produção e distribuição de arte. Estavam presentes Ivana Bentes, crítica de cinema e apresentadora da TV Brasil, Alexandre Santini, coordenador-geral do Cuca (o departamento cultural da UNE), Fellipe Redó, coordenador da Bienal e Daniel Iliescu, presidente da UEE. Confira abaixo os vídeos. O debate foi filmado por diversas câmeras. Abaixo, um registro numa câmera simples, mas que serve perfeitamente para os leitores-espectadores saberem o que aconteceu. Registramos nessa câmera simples três vídeos de 10 minutos, com as falas de Iliescu, Redó e Santini. O depoimento de Bentes será publicado posteriormente.
No sábado, uma opções para dentre as atrações da Bienal será a realização de uma oficina e de uma roda de Capoeira Angola para estudantes e admiradores da cultura negra. As atividades estarão sob o comando de Mestres de destaque do Rio de Janeiro (Neco Pelourinho, Brinco, Lumumba), membros da Associação Cultural Ilê de Mestre Benedito de Angola (IMBA) - que segue a escola de Mestre Pastinha, em defesa da ancestralidade da capoeira.
De 18-20:30h, na ESDI, os participantes serão iniciados nessa prática ancestral nos seus principais aspectos: o uso de instrumentos - a começar pelo pandeiro, passando pelo ganzá, até o berimbau e o agogô - o canto, a expressão corporal e a filosofia da capoeira.
Às 21h, todos rumarão para os arcos da Lapa: ocorrerá uma grande RODA, misturando o tradicional e o contemporâneo: um ritual que remonta ao século XVIII (inclusive nas cercanias da Lapa) filmado e trasmitido em tempo real para os presentes! Todos estão convidados a participar desta vadiação da Cultura XXI!!!
Confiram as primeiras imagens, captadas pela câmera esperta de Priscila Miranda e editadas por Pedro do Rosário. Vou atualizando esse post conforme os vídeos forem sendo publicados para o youtube.
Bienal: Primeiro dia (quinta-feira 20/11/2008). Depoimentos e festa de abertura
Quais são os desafios a serem enfrentados pelo estado do Rio de Janeiro? Um debate realizado nesta sexta-feira 21 de novembro, numa sala da Escola Superior de Desenho Industrial (ESDI), reuniu cientistas, acadêmicos, lideranças do movimento estudantil, e uma representante da Agência Nacional do Petróleo, discutiu as perspectivas econômicas do estado do Rio. À luz das grandes descobertas de petróleo dos últimos anos, surge a possibilidade do estado reinserir-se na realidade nacional com um novo protagonismo.
Rogério Medeiros, superintendente da área de planejamento da Finep (Financiadora de Estudos e Projetos), uma agência federal, lembrou que a indústria do petróleo irá criar uma demanda enorme de cientistas e engenheiros, e que a sociedade fluminense deve, portanto, investir em formação profissional.
Segundo Medeiros, os recursos federais para projetos e estudos cresceram exponencialmente nos últimos anos. A verba da Finep para ciência e tecnologia, que há pouco era praticamente inexistente, deve chegar este ano a R$ 2,6 bilhões, e no ano que vem, a R$ 3,6 bilhões. Para 2010, deve atingir R$ 4 bilhões. "Não estou aqui defendendo o governo Lula, até porque esse planejamento foi realizado em governos anteriores, mas é fato que os projetos saíram do discurso e se tornaram realidade."
Cícero Mauro Fialho Rodrigues, reiterou que os recursos para ciência e pesquisa no país vem crescendo muito no país, e defendeu uma visão mais integrada da educação, envolvendo cultura e saúde. Tanto a cultura como a educação, explicou Rodrigues, perderam com a separação imposta.
Filmamos parte desse debate e gravamos em três partes, no Youtube.
Assista abaixo a primeira parte, com o depoimento de Isabel Cristina Alencar, superintendente da pró-reitoria de extensão da UFRJ, que falou sobre financiamento para pesquisa acadêmica no Brasil. A segunda e terceira parte trazem o depoimento de Rogério Medeiros, da Finep.
A Bienal começou em grande estilo. Os shows no Circo Voador atraíram gente de todo o estado. Cerca de 250 estudantes e monitores de onze cidades vieram prestigiar o primeiro grande evento cultural inteiramente organizado pelo movimento estudantil fluminense. Foi bonito, está sendo bonito, assistir a movimentação frenética das dezenas de organizadores, a maioria voluntários, para tornar mais este sonho em realidade. A primeira etapa, a festa de abertura no Circo, já é história. O público, os músicos e os poetas escreveram um capítulo à parte na história da cultura carioca.
Entretanto, ainda muita coisa vai rolar. Venham para Lapa, para a ESDI, sede do evento, e peça um folheto com a programação, ou confira ao lado. Todos os eventos ocorrerão na ESDI, esquina da Evaristo da Veiga 95, na esquina com os Arcos.
Uma pequena mudança na programação: a peça "E Ainda Assim Se Move!" (foto), de Vitor Pordeus e Flavio Braga, será apresentada no sábado, na Fundição Progresso no espaço 2, Versátil Ópera Brasil, às 20h. E não na sexta-feira, conforme programado anteriormente.
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+ sobre a peça E Ainda Assim se Move!:
E Ainda Assim Se Move! de Vitor Pordeus e Flávio Braga. Laboratório TupiNagô, elenco: Nando Rodrigues, Duze Naccarati, Leonardo Vieira, David Lima, Miguel Campelo, Beto Bruno, Vitor Pordeus entre outros.
A peça conta a história de Beto que se forma em medicina e quer ser cientista, entretanto, embarca numa odisséia que envolvem personagens da ciência e da biotecnologia, como o presidente da Gold Genome Graco Benter, o professor comprometido com a indústria farmacêutica Eduardo Salieri, a professora titular ultra poderosa Helena Harddream, o Homem Artificial, Ratos de laboratório... dura 90 min seguidos de conversa com o público.
Matérias sobre a Bienal estão pipocando por toda a internet. Destaques para o site Jovem, da Prefeitura do Rio e para matéria no Vermelho. Amanhã estaremos no Segundo Caderno, do Globo, na seção Shows.
Lembramos que amanhã, quinta-feira, é feriado no Rio de Janeiro, dia da Consciência Negra, em homenagem a Zumbi dos Palmares, que morreu no dia 20 de novembro de 1695, e a Lapa estará cheia de gente e animação. Será um excelente momento para curtir a Lapa e, sobretudo, um show no Circo Voador, onde haverá shows de BNegão, Renegado, Marcelinho da Lua.
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